quarta-feira, 2 de agosto de 2017

À ESQUERDA, SEMPRE!

Por Jacinto Pereira Sousa Júnior – novo membro do PSOL/Codó.


O muro da separação desmoronou em 1989 (Berlim), entretanto, o rufar dos tambores nos alerta que a esperança e o sonho não acabaram, ao contrário, permanecem cristalinos, sedutores e palpáveis. E crendo nesse ideário sedimentado é possível sim, reescrever uma nova história na perspectiva revolucionária, renovada e democrática, onde a justiça social seja a máxima entre os humanos, a liberdade seja compartilhada potencialmente produzindo indivíduos sensíveis capazes de respeitar o outrem e seu modo de pensar; onde a crítica tenha seu espaço e seja ouvida de maneira tal que o oponente não agrida o crítico, mas o rebata na mesma percepção teórica; onde a lei seja cumprida de fato e de direito e puna o infrator sem olhar o status quo que pertença. O mundo só atingirá a sua verdadeira essência igualitária quando o homem desprezar o sentimento prevalente de sua bestialidade inumana. Ele tem que se tornar humano outra vez, ou melhor, hominizar-se! 

O modelo societário que lutamos por construir não pode ser um arremedo do fantasma que pulula nas entranhas dos proxenetas guiados pela ambição desenfreada, fria e calcada no espírito egoísta. Nossa força nasce e renasce – como fênix - a cada momento quando identificamos um retrocesso, quando sentimos a perda circunstancial de uma batalha, quando percebemos o desencanto e a ilusão de uma fração popular ante a realidade fantasmagórica gerada pelo sistema capitalista excludente e opressor; apesar de todo esse imbróglio social ainda o espírito encarnado da luta tem sua manifestação internalizada de modo avassalador e inquietante e prossegue e avança. É um querer inexplicável, apenas se sente e se deixa levar, pois tem uma finalidade e uma tarefa a cumprir!

Desde sempre incorporamos o conceito fiel de justiça, de liberdade, de democracia, de igualdade, de fraternidade na perspectiva de submetê-los à vontade da coletividade. O homem deseja e quer Paz, quer viver o cotidiano sem a preocupação com o que sua família vai comer hoje e amanhã! O fato de o homem ter sua dignidade preservada já é o suficiente para perceber-se como gente, gente com valor incomensurável. Este princípio é universal e necessita ser revitalizado como apêndice inerente à humanidade parida pelo amor indissolúvel. É insuportável conviver com a injustiça sendo tratada como enlace natural entre os diferentes. A naturalização da injustiça fere a vida dos que vivem pauperrimamente nas relações sociais. A casta privilegiada tem nessa categoria sua máxima glória, a priori, imaginam-se deuses com poderes para punir a bel-prazer este ou aquele sujeito que contrarie seu desejo opressivo. Essa cultura seletiva e perniciosa sofrerá um revés brevemente e todo o povo clamará por retidão e honestidade em todos os aspectos da vida social. Estamos nos preparando para o embate na linha do front. Nosso retorno tem um ar de início dos idos tempos das “Diretas Já!” – na metade da década dos anos de 1980 – quando inapelável e inadiavelmente quebramos as amarras do ‘entulho autoritário’ que oprimiu nosso povo por duas décadas de forma violenta e violentamente perseguiu os filhos deste solo que queriam apenas viver numa ‘pátria livre’ e sem ‘berço esplêndido’, mas num país real e justo para com todos os seus filhos e netos. Reencontrar o sentido da luta e ser protagonista de um novo ciclo político constitui um momento de significado sem precedência para a minha história como militante e revolucionário engajado. Nunca deixei de acreditar na perspectiva histórica democrática e fraterna. Assim caminharei e lutarei pelo resto da vida, solidariamente. Saudações fraternas aos meus novos camaradas de luta e de partido. Viva o PSOL/Codó! Viva o socialismo democrático!

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