quarta-feira, 8 de novembro de 2017

PSOL convida população para ato político contra reformas nesta sexta feira, 10/11

Às vésperas da reforma trabalhista entrar em vigor em 11 de novembro, centrais sindicais, confederações, federações, sindicatos de base e movimentos sociais, incluindo a frente Povo Sem Medo, realizarão, no dia 10 de novembro, um dia nacional de lutas e paralisações contra as propostas dos governos (federal e estaduais) que ameaçam os direitos da população brasileira. Para o dia, estão sendo preparadas manifestações nos locais de trabalho e protestos de rua, mobilizando diversas categorias de trabalhadores dos setores público e privado. Algumas devem paralisar os trabalhos ao longo do dia.

Além da defesa dos direitos trabalhistas, usurpados com a reforma aprovada por Michel Temer e sua base aliada no Congresso Nacional, o dia de luta incluirá na pauta a derrota da reforma da Previdência, o fim do trabalho escravo, a defesa do serviço público e o fim das privatizações. Todos os eixos dialogam com o momento de retrocessos impostos ao país pelo governo ilegítimo.

Absolvido da segunda denúncia por organização criminosa e obstrução de Justiça, Temer agora voltará as suas armas para aprovar a prioridade de seu mandato, que é a mudança nas regras da aposentadoria dos trabalhadores. Além disso, aprofunda o ajuste fiscal, com o envio, ao Congresso Nacional, de uma Medida Provisória que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores públicos dos atuais 11% para 14% e adia os reajustes previstos para diversas categorias em 2018.

Em relação ao trabalho escravo, em conluio com o setor empresarial e do agronegócio, publicou uma portaria dificultando a fiscalização e a punição dos casos considerados análogos à escravidão, em que trabalhadores são mantidos sem qualquer direito e em condições precárias. No setor econômico, a grande intenção do Palácio do Planalto é aprofundar as privatizações, conforme vem demonstrando com o anúncio da venda da Eletrobras e da Casa da Moeda, além dos leilões das reservas de pré-sal a empresas privadas e estrangeiras.

O PSOL participa da construção de mais essa data de luta e, por meio de sua militância em vários setores, marcará presença nas agendas de mobilização que visam mostrar ao governo que os trabalhadores e os movimentos sociais não aceitarão os retrocessos que estão sendo impostos ao país.

Em Codó, o PSOL se somará com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal para realizar uma manifestação cuja concentração será nas proximidades da igreja São Sebastião, no início da manhã. Além da luta contra as reformas de Temer, os governos municipal e estadual também serão cobrados quanto a garantia de políticas públicas que atendam às necessidades da população.

Para derrotar o crime organizado que se instalou em todos os poderes da república só a mobilização popular, por isso é fundamental que todos os trabalhadores participem desta manifestação.


Fonte: texto adaptado de psol50.org.br

sábado, 7 de outubro de 2017

Marxismo e psicanálise

"Não é preciso dizer que uma civilização que deixa insatisfeito um número tão grande de seus participantes e os impulsiona à revolta, não tem nem merece a perspectiva de uma existência duradoura".

Quem pensou que a afirmação acima possa ser de Marx, Lênin, Gramsci ou de algum outro intelectual partidário do materialismo histórico se enganou. Ela é de Sigmund Freud, o pai da psicanálise. A encontrei na leitura de um pequeno livro de autoria de Erasmo Miessa Ruiz, intitulado "Freud no divã do cárcere: Gramsci analisa a psicanálise". Desde então me interessei em conhecer melhor a teoria freudiana.

Em seguida li "O Mal Estar na Civilização" onde Freud cita o poeta-filósofo Schiller, segundo o qual "a fome e o amor sustentam a máquina do mundo". Portanto, assim como o marxismo, a psicanálise também tem um fundamento materialista.

Em "O futuro de uma ilusão" Freud, com argumentos diversos de Marx, também faz a crítica religiosa, argumentando que a religião, "a neurose obsessiva universal da humanidade, depende de sentimentos infantis não resolvidos e é responsável pela atrofia intelectual da maior parte dos seres humanos".

Embora Freud também afirme que o pressuposto do sistema comunista é "uma ilusão insustentável", pois "suprimindo a propriedade privada, subtraímos ao gosto humano pela agressão um dos seus instrumentos, sem dúvida poderoso, mas certamente não o mais poderoso", tal crítica se baseia numa compreensão a-histórica da ontogênese humana.

Antes de morrer, entretanto, Freud fez uma autocrítica em relação ao marxismo: "Sei que os meus conhecimentos sobre o marxismo não revelam nenhuma familiaridade maior, não mostram uma compreensão adequada dos escritos de Marx e Engels. Fiquei sabendo mais tarde, com certa satisfação, que nem um nem o outro negaram a influência dos fatores do ego e do superego. Isso desfaz o principal conflito que eu pensava existir entre o marxismo e a psicanálise". (Konder, 2009. Como Freud via Marx).

Estas são algumas relações que tem me chamado atenção nas obras de Marx e Freud. Um forte suspeita que tenho é que uma "Teoria do Tudo" das ciências humanas e sociais, certamente teria como base o marxismo e a psicanálise.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

À ESQUERDA, SEMPRE!

Por Jacinto Pereira Sousa Júnior – novo membro do PSOL/Codó.


O muro da separação desmoronou em 1989 (Berlim), entretanto, o rufar dos tambores nos alerta que a esperança e o sonho não acabaram, ao contrário, permanecem cristalinos, sedutores e palpáveis. E crendo nesse ideário sedimentado é possível sim, reescrever uma nova história na perspectiva revolucionária, renovada e democrática, onde a justiça social seja a máxima entre os humanos, a liberdade seja compartilhada potencialmente produzindo indivíduos sensíveis capazes de respeitar o outrem e seu modo de pensar; onde a crítica tenha seu espaço e seja ouvida de maneira tal que o oponente não agrida o crítico, mas o rebata na mesma percepção teórica; onde a lei seja cumprida de fato e de direito e puna o infrator sem olhar o status quo que pertença. O mundo só atingirá a sua verdadeira essência igualitária quando o homem desprezar o sentimento prevalente de sua bestialidade inumana. Ele tem que se tornar humano outra vez, ou melhor, hominizar-se! 

O modelo societário que lutamos por construir não pode ser um arremedo do fantasma que pulula nas entranhas dos proxenetas guiados pela ambição desenfreada, fria e calcada no espírito egoísta. Nossa força nasce e renasce – como fênix - a cada momento quando identificamos um retrocesso, quando sentimos a perda circunstancial de uma batalha, quando percebemos o desencanto e a ilusão de uma fração popular ante a realidade fantasmagórica gerada pelo sistema capitalista excludente e opressor; apesar de todo esse imbróglio social ainda o espírito encarnado da luta tem sua manifestação internalizada de modo avassalador e inquietante e prossegue e avança. É um querer inexplicável, apenas se sente e se deixa levar, pois tem uma finalidade e uma tarefa a cumprir!

Desde sempre incorporamos o conceito fiel de justiça, de liberdade, de democracia, de igualdade, de fraternidade na perspectiva de submetê-los à vontade da coletividade. O homem deseja e quer Paz, quer viver o cotidiano sem a preocupação com o que sua família vai comer hoje e amanhã! O fato de o homem ter sua dignidade preservada já é o suficiente para perceber-se como gente, gente com valor incomensurável. Este princípio é universal e necessita ser revitalizado como apêndice inerente à humanidade parida pelo amor indissolúvel. É insuportável conviver com a injustiça sendo tratada como enlace natural entre os diferentes. A naturalização da injustiça fere a vida dos que vivem pauperrimamente nas relações sociais. A casta privilegiada tem nessa categoria sua máxima glória, a priori, imaginam-se deuses com poderes para punir a bel-prazer este ou aquele sujeito que contrarie seu desejo opressivo. Essa cultura seletiva e perniciosa sofrerá um revés brevemente e todo o povo clamará por retidão e honestidade em todos os aspectos da vida social. Estamos nos preparando para o embate na linha do front. Nosso retorno tem um ar de início dos idos tempos das “Diretas Já!” – na metade da década dos anos de 1980 – quando inapelável e inadiavelmente quebramos as amarras do ‘entulho autoritário’ que oprimiu nosso povo por duas décadas de forma violenta e violentamente perseguiu os filhos deste solo que queriam apenas viver numa ‘pátria livre’ e sem ‘berço esplêndido’, mas num país real e justo para com todos os seus filhos e netos. Reencontrar o sentido da luta e ser protagonista de um novo ciclo político constitui um momento de significado sem precedência para a minha história como militante e revolucionário engajado. Nunca deixei de acreditar na perspectiva histórica democrática e fraterna. Assim caminharei e lutarei pelo resto da vida, solidariamente. Saudações fraternas aos meus novos camaradas de luta e de partido. Viva o PSOL/Codó! Viva o socialismo democrático!

domingo, 30 de julho de 2017

Problema da fumaça do lixão será levado aos vereadores na próxima sessão

Na última sexta feira, dia 28, um grupo de pessoas preocupadas com o problema da fumaça oriunda do lixão localizado no Bairro Codó Novo se reuniu para discutir o assunto e encontrar soluções. Já é a segunda reunião do grupo, constituído, na sua maioria, por moradores de áreas afetadas pela fumaça.

Como sabemos, o problema não é novo, mas a cada ano a fumaça aumenta e atinge áreas cada vez mais distantes provocando graves problemas de saúde, principalmente em crianças e idosos. Já se tem registro da fumaça do lixão chegando à Rua S. Silva, no Bairro São Pedro.

O grupo pretende procurar o poder executivo, legislativo e o Ministério Público, já que a fumaça do lixão já se tornou um problema de saúde pública. A primeira ação será uma visita à Câmara de vereadores já na próxima terça feira, 01 de agosto, para a qual convidam especialmente os prejudicados pela fumaça.

O grupo também convida os demais sensíveis à causa para participar da próxima reunião, que acontecerá na Paróquia Santa Terezinha, sexta feira, dia 04, às 19:00h.





quinta-feira, 20 de julho de 2017

Nota sobre a condenação de Lula

Hoje o ex-presidente Lula foi condenado pelo juiz Sergio Moro, no âmbito da operação Lava Jato, por corrupção e lavagem de dinheiro. Também foi condenado Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. De acordo com a sentença, Lula recebeu vantagens indevidas da OAS por meio de um tríplex no Guarujá. Lula tem o direito de recorrer em liberdade e segue com os direitos políticos intactos, até uma nova decisão em segunda instância. A decisão judicial condenando Lula está provocando um amplo debate no país. Entendemos que é preciso uma posição que supera a polarização entre os “defensores de Lula” e os “defensores de Moro”.

A esquerda não pode defender Lula!

Entendemos que o PT, desde a reforma da previdência de 2003 e o mensalão de 2005, cometeu uma traição de classe e se transformou num instrumento da classe dominante, governando a serviço dos banqueiros, empreiteiras e do agronegócio, aplicando projetos semelhantes aos do PSDB e PMDB. Nessa conversão, defendendo as instituições burguesas, Lula e Dilma governaram através de métodos corruptos que marcaram os governos Sarney, Collor e FHC. Ampliaram seu leque de alianças e mantiveram o congresso como um balcão de negociatas com as velhas oligarquias. Compraram votos para constituir uma maioria parlamentar e votar reformas neoliberais, como no caso do Mensalão, para aprovar a Reforma da Previdência de 2003. Entraram no financiamento patronal das campanhas, onde as empresas apoiam candidatos que, depois de eleitos, beneficiam as empresas “doadoras”. Lotearam cargos públicos e transformaram estatais, como a Petrobras, em um mega esquema de corrupção para implementar medidas contrarias aos direitos dos trabalhadores e do povo. Nesse processo, a cúpula do PT enriqueceu, mudou de lado e se degenerou.  Seus principais dirigentes entraram nos esquemas inerentes ao atual sistema. Tornaram-se assessores, palestrantes, lobistas das empreiteiras, ajudando em sua expansão. Por isso, a esquerda socialista, os lutadores classistas, a juventude combativa, jamais pode defender Lula e o PT.

O ex-presidente Lula está tão comprometido com esses esquemas corruptos, que recentemente deu declarações em defesa do presidente ilegítimo Michel Temer, com quem governou o país por vários anos em meio à coligação estratégica do PT com PMDB. E mais, chegou a dar depoimento em defesa de Eduardo Cunha, o odiado ex-presidente da Câmara. Além disso, Lula, juntamente com Sarney e FHC, bem como Gilmar Mendes e Temer articulam uma tentativa de acordo nacional para salvar os corruptos. Não por acaso, Lula não defende a revogação das medidas que já foram aprovadas por Temer e junto à burocracia sindical ajudou a desmontar o dia 30 de junho, ocasião em que as centrais recuaram da greve geral e abandonaram o Fora Temer.

Nenhuma confiança na justiça burguesa! Nenhuma confiança no Juiz Sergio Moro!

Não podemos depositar nenhuma confiança na justiça burguesa que integra o acordão que deixa impune Michel Temer e seus ministros, Aécio Neves e José Serra, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira.  Não à toa, Aécio Neves, além de não ter sido preso, voltou a ocupar a cadeira de senador, ao mesmo tempo em que a justiça acaba de conceder prisão domiciliar para Geddel Vieira (ex-ministro do Temer).  Mas, sem dúvida, o maior absurdo de todos é que o corrupto Temer siga impune e na cadeira de presidente, quando há provas mais do que suficiente para sua condenação, o que mostra o caráter parcial dessa (in)justiça. Além dos ex-presidentes da República como FHC e Sarney. Todos deveriam ser condenados por corrupção e perder seus cargos, bem como ter seus bens confiscados. A justiça burguesa nunca é imparcial. O juiz Sergio Moro e a operação Lava Jato colocaram sob sigilo a lista da Odebrecht em 2016, e também ajudaram Temer vetando perguntas formuladas por Eduardo Cunha. Não podemos esperar nada de Moro e da Força Tarefa da Lava Jato.

Para ver uma efetiva punição de todos os corruptos, sem seletividade, é preciso seguir nas ruas, lutando contra a retirada de direitos e a reforma da previdência, pelo Fora Temer, e contra todos os envolvidos em esquemas ilícitos: PMDB, PSDB, DEM, PT, etc. Ocupar as ruas para exigir divulgação de todos os áudios e de todos os sigilos dos envolvidos na Lava Jato, a prisão e confisco dos bens de todos os políticos e empresários corruptos, a estatização das empresas envolvidas na Lava Jato, bem como a revogação de todas as medidas contra o povo, votadas durante a vigência do mensalão e da lava jato, como a reforma da previdência de 2003, as MP’s 664 e 665 de 2016, a PEC 55 de 2016, a terceirização e a reforma trabalhista.

Por fim, sabemos que ainda existem muitos trabalhadores honestos que seguem acreditando em Lula. A esses trabalhadores, fazemos um chamado a romperem com o PT e Lula e ajudar a construir uma nova alternativa para a classe trabalhadora.

12 de julho de 2017.

Executivo Nacional da CST/PSOL

quarta-feira, 14 de junho de 2017

PSOL/Codó realizará plenária para debater conjuntura política e greve geral do dia 30 de junho

No próximo sábado, dia 17, o Diretório Municipal do PSOL de Codó realizará uma plenária para debater o papel da esquerda na atual conjuntura política nacional e preparar a Greve Geral dos trabalhadores, agendada pelas Centrais Sindicais para o dia 30 de junho. Além disso, o partido também receberá pedidos de filiação partidária. O evento será aberto para os trabalhadores em geral, sindicatos, movimentos e organizações sociais. Confira o convite:


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Sindicato dos Servidores Públicos lança nota de repúdio às ações de Francisco Nagib e vereadores governistas contra a categoria

Nota de repúdio do SINTSERM às ações arbitrárias e opressoras do prefeito Francisco Nagib, direcionadas aos servidores públicos municipais e à omissão dos 16 vereadores da base governista.

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Codó - SINTSERM - vem a público repudiar as ações arbitrárias e opressoras do atual prefeito, principalmente aquelas direcionadas às categorias dos agentes de endemias e assistentes administrativos. Os agentes de combate às endemias vêm sofrendo com a falta de apoio e descaso do governo municipal. Faltam equipamentos de proteção individual, fardamento, não recebem o piso salarial, muito menos o adicional de insalubridade, prestando serviços em péssimas condições de trabalho.

A categoria dos assistentes administrativos também é perseguida pelo atual prefeito, com o apoio dos 16 vereadores, que de forma submissa, assinam lei que concede altos salários (R$ 11.928,00 - onze mil, novecentos e vinte e oito reais) à cúpula do governo e alteram a carga horária dos trabalhadores para 40 horas semanais, contrariando o Estatuto do Servidor, que em seu artigo 22, estabelece uma carga horária semanal de 30 horas.

O prefeito Francisco Nagib e os 16 vereadores também são responsáveis pela demissão em massa de trabalhadores contratados que foram admitidos há menos de quatro meses, além de perseguições, ameaças e remanejamento de servidores sem comunicação ou acordo prévio. Os servidores por diversas vezes tentaram um diálogo e uma mesa de negociação com o prefeito, o que tem se tornado cada vez mais difícil, porém continuamos firmes na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores do serviço público municipal.


A Diretoria do SINTSERM